Editorial Advocacy Frames Explanatory Model: An Analysis of Newspapers withdrawing from Presidential Endorsements

Kenneth Campbell, Ernest Wiggins

Résumé


  • In the United States, newspapers are increasingly withdrawing from endorsing a candidate in presidential elections. Our qualitative analysis of frames used by U.S. newspaper editorialists to justify their newspaper’s decision finds editorialists are guided by three professional values expressed through two professional practices. The professional values are civic responsibility, consequence, and credibility; the two professional practices are informing and influencing. We propose a guide, the “Editorial Advocacy Frames Explanatory Model,” that deconstructs their decisions and distinguishes the roles of journalists and editorialists in political discourse, particularly in presidential endorsements. The model illustrates how the work of editorialists differs, or should differ, from that of reporters. News pages seek to inform; editorial pages seek to influence. Thus, news pages use journalistic frames to inform; editorial pages use advocacy frames to inform and influence. Endorsements are advocacy frames. It is not a matter of newspapers taking positions, or making arguments; it is a matter of newspapers making sense of issues and political races and promoting what they think is best. Framing research shows that all journalistic content has frames, whether news stories or editorials, whether objective or not. To avoid making an endorsement is not to avoid communicating a frame that can influence voters. The greater abundance of and easier access to information and opinions, argued by some editorialists as a reason for no longer making presidential endorsements, may actually be a prime reason not to stop it. The no-endorsement trend seems to have begun largely when American newspapers sought to stay afloat and relevant in response to declining circulation brought on by advances in technology that created more ways to get news. It is understandable that abandoning presidential endorsements, which in today’s divided political climate in the U.S. may alienate as many readers as it pleases, is seen as a solution to holding on to both groups, but in doing so the model shows newspapers also abandon a major responsibility.

  • Aux États-Unis, les journaux s’abstiennent de plus en plus de soutenir un candidat aux élections présidentielles. Notre analyse qualitative des cadres utilisés par les éditorialistes américains pour justifier les décisions de leurs journaux montre que les choix des éditorialistes reposent sur trois valeurs professionnelles : la responsabilité civique, la conséquence et la crédibilité, s’exprimant à travers deux pratiques : l’information et l’influence. Le « Modèle explicatif des cadres du plaidoyer éditorial » que nous proposons sert de guide pour déconstruire les décisions et distinguer les rôles des journalistes et des éditorialistes dans le discours politique, en particulier dans les soutiens présidentiels. Le modèle illustre comment le travail des éditorialistes diffère, ou devrait différer, de celui des journalistes. Les pages d’information cherchent à informer ; les pages éditoriales cherchent à influencer. Ainsi, les pages d’information utilisent des cadres journalistiques pour informer ; les pages éditoriales utilisent des cadres de plaidoyer pour informer et influencer. Les soutiens présidentiels sont des cadrages de plaidoyer. Il ne s’agit pas pour les journaux de prendre position ou d’argumenter mais bien de donner du sens aux problèmes et aux campagnes politiques et de promouvoir ce qu’ils pensent être le plus pertinent. Les recherches sur le cadrage médiatique montrent que tout contenu journalistique contient des cadres, qu’il s’agisse de reportages ou d’éditoriaux, objectifs ou non. S’abstenir de montrer son soutien n’est pas s’abstenir de communiquer un cadre qui peut influencer les électeurs. La grande abondance et la facilité d’accès à l’information et aux opinions, qui selon certains éditorialistes font disparaitre la nécessité de soutenir explicitement un candidat, pourraient au contraire constituer une bonne raison de continuer. La tendance au non-soutien semble avoir débuté en grande partie lorsque les journaux américains ont cherché à rester à flot et pertinents en réponse à la baisse de la circulation provoquée par les progrès technologiques qui ont créé plus de façons d’obtenir des nouvelles. Il est compréhensible que l’abandon de mentions présidentielles, qui dans le climat politique divisé d’aujourd’hui aux États-Unis peut aliéner beaucoup de lecteurs, soit considéré comme une solution pour retenir les deux groupes mais, ce faisant, le modèle montre que les journaux abandonnent également une responsabilité importante.

  • Nos Estados Unidos, os jornais estão cada vez mais retirados para endossar um candidato nas eleições presidenciais. Nossa análise qualitativa de quadros utilizados pelos editorialistas de jornais dos EUA para justificar a decisão dos seus jornais encontra editorialistas que são guiados por três valores profissionais expressos através de duas práticas profissionais. Os valores profissionais são responsabilidade cívica, consequência e credibilidade; as duas práticas profissionais são informar e influenciar. Propomos um guia, o “modelo explicativo das estruturas de defesa editoriais”, que desconstrói as suas decisões e distingue os papéis dos jornalistas e editorialistas no discurso político, particularmente em endossos presidenciais. O modelo ilustra como o trabalho de editorialistas difere, ou deveria diferir, do de repórteres. As páginas de notícias procuram informar; as páginas editoriais procuram influenciar. Assim, as páginas de notícias usam quadros jornalísticos para informar; as páginas editoriais usam quadros de defesa para informar e influenciar. Endossos são quadros de defesa. Não é uma questão de jornais tomando posições para fazer argumentos; é uma questão de jornais fazendo sentido de questões e disputas políticas e promovendo o que eles acham que é melhor. Pesquisas de enquadramento mostram que todo o conteúdo jornalístico tem quadros, sejam notícias ou editoriais, sejam objetivos ou não. Evitar fazer um endosso não é evitar comunicar um quadro que pode influenciar os eleitores. A maior abundância e facilidade de acessos a informações e opiniões, defendido por alguns editorialistas como uma razão para não fazer endossos presidenciais, pode realmente ser a principal razão para não parar. A tendência ao não-endosso parece ter começado, em grande parte, quando os jornais americanos procuraram se manter à tona e relevante em resposta à queda de circulação provocada por avanços na tecnologia que criou mais maneiras de obter notícias. É compreensível que abandonar endossos presidenciais, que, no clima político dividido de hoje nos EUA pode alienar muitos leitores, é visto como uma solução para manter os dois grupos, mas, ao fazer isso, o modelo mostra que jornais também abandonam uma grande responsabilidade.


Mots-clés


frames; editoriais; endossos; jornais; jornalismo

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