Les correspondants de presse étrangère en France. Des modèles et des missions entre routines, bouleversements et paradoxes.

  • Jérémie Nicey Université François-Rabelais de Tours / Lab. CIM éq. MCPN Université Sorbonne Nouvelle Paris 3

Résumé

Cette contribution s’intéresse aux correspondants étrangers exerçant en France, assez peu étudiés. La réflexion proposée repose en grande partie sur une vingtaine d’entretiens avec les journalistes eux‑mêmes, travaillant à Paris pour différents pays et supports, et qu’ils soient sous contrat permanent ou à la pige (échantillon constitué en proportion de données officielles habituellement pas ou peu communiquées). Les transformations à l’oeuvre sont analysées sous le prisme de leurs profils divers et de leurs productions : les aspects scrutés vont de la sélection de l’information à la couverture de l’actualité de la France qu’ils donnent à voir à leurs concitoyens d’origine. Les correspondants de presse étrangère sont soumis comme la plupart des journalistes à de fortes pressions (économiques, temporelles, organisationnelles, etc.) liées à l’émergence non seulement des outils numériques mais aussi de nouveaux types de concurrents (y compris non professionnels). Ils révèlent d’une part de profondes disparités dans leurs conditions de travail, marquées en premier lieu par la fermeture de nombreux bureaux à proprement parler, d’autre part un accroissement et un élargissement des tâches qui leur sont demandées, notamment par leurs supérieurs au siège. Cela génère, pour eux comme pour le chercheur, plusieurs interrogations sur leurs pratiques et sur leur identité. Va-t-on vers une disparition de la profession même de correspondant de presse étrangère, ou s’agit-il d’un changement de modèle, supposant pour les correspondants des missions redéfinies ? Et ces derniers doivent-ils l’apprécier comme une opportunité ou comme une menace ? Cet submission se propose d’analyser, y compris à la lumière de principes historiques liés à la correspondance de presse, les évolutions récentes et les perspectives de la production d’information sur et depuis la France. Il examine les routines, bouleversements et paradoxes de ce métier spécifique, et in fine l’intérêt de ces questions pour les publics. Esta proposta examina um tema raramente abordado: o dos correspondentes estrangeiros que trabalham na França. A análise é baseada em 20 entrevistas em profundidade com jornalistas que trabalham em Paris para vários países e meios de comunicação, com contratos permanentes e como freelancers (a amostra foi estabelecida em proporção aos dados oficiais que raramente são compartilhados). A evolução da profissão é analisada tendo em conta os diversos perfis dos correspondentes e métodos de produção utilizadas, o processo de seleção da informação e a cobertura de notícias francesas que serão destinadas ao público nos países de origem. Como a maioria dos jornalistas, os correspondentes estrangeiros estão sob pressões econômicas, organizacionais e do tempo criadas pela emergência de ferramentas digitais e uma nova marca da concorrência (incluindo os não-profissionais). Existem também profundas disparidades em suas condições de trabalho – algumas marcadas pelo fechamento dos chamados “escritórios”, bem como um aumento e ampliação das suas funções. Para eles (e para os pesquisadores), isso gera questionamentos sobre suas práticas e identidade. Estamos caminhando para a extinção da profissão de correspondente estrangeiro ou é uma mudança de paradigma que necessita de uma redefinição de sua missão? É uma oportunidade ou uma ameaça? Este estudo parte de uma perspectiva histórica da prática do jornalismo de correspondência para analisar a evolução recente e as perspectivas da produção mídiatica na e da França, examinando as rotinas, convulsões e paradoxos da posição de correspondente estrangeiro e como isso afeta o público. This paper examines the rarely addressed topic of foreign correspondents working in France. The analysis is largely based on about twenty in-depth interviews with journalists working in Paris for various countries and media outlets, both permanent and freelance (the sample was established in proportion to official data that is seldom shared). The evolvement of their profession is studied taking into account their diverse profiles and production methods, their information selection and the coverage of French news they offer their consumers at home. Like the majority of journalists, foreign correspondents are under the economic, organizational and time pressures created by the emergence of digital tools and a new brand of competition (including non-professionals). There are also profound disparities in their working conditions—some facing closure of so-called “bureaus,” as well as an increase and expansion of their tasks. For them (and for the researchers), this generates questions about their practices and identity. Are we headed towards the extinction of the profession of foreign correspondent, or is it a paradigm shift necessitating a redefinition of their mission? Is it an opportunity or a threat? This study, from a historical perspective of the occupation of press correspondent, proposes to analyze the recent evolution and perspectives of media production on and from France by examining the routines, upheavals and paradoxes of the position of foreign correspondent and how they affect the public.

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Maître de conférences en Sciences de l'information et de la communication
Publication
2016-09-16
Comment citer
NICEY, Jérémie. Les correspondants de presse étrangère en France. Des modèles et des missions entre routines, bouleversements et paradoxes.. Sur le journalisme, About journalism, Sobre jornalismo, [S.l.], v. 5, n. 1, p. 30-43, sep. 2016. ISSN 2295-0729. Disponible à l'adresse : >https://surlejournalisme.com/rev/index.php/slj/article/view/190>. Date de consultation : 21 sep. 2019

Mots-clés

Journalism, Correspondents